Encontro discute formalização jurídica da Coalizão Empresarial
                                                          
Em reunião recente, em Salvador, a Coalizão Empresarial Norte/Nordeste, associação que reúne indústrias do setor eletro-metalmecânico dessas duas regiões, iniciou o debate sobre a sua formalização jurídica, como objetivo de alcançar uma maior representatividade no seu trabalho de defesa dos interesses do setor. Para o Presidente do Simmeb e anfitrião do encontro, Alberto Cánovas, não há uma incongruência entre as ações da Coalizão e as dos sindicatos. “O que buscamos é uma formação legal que garanta uma maior ressonância ao nosso trabalho de interlocução especialmente junto ao poder público”, observou.

O objetivo primordial que levou à criação da Coalizão em 2002 foi o fortalecimento do setor como supridor das necessidades das regiões Norte e Nordeste, com a proposta de que cada empresa completaria as outras, através de parcerias para o fortalecimento de  produtos e serviços para a região, aquisição de tecnologia, join-ventures nacionais e internacionais e financiamento. Cánovas ressaltou que o grupo está focado na promoção de ações de inserção que garantam competitividade às empresas metal mecânico.

Segundo o consultor jurídico do Simepa (Pará), Carlos Avad, representante na reunião do atual presidente da Coalizão empresarial, Marcos Marcelino, o processo de formalização jurídica da Coalizão passa por um amplo debate no âmbito dos sindicatos e das empresas sindicalizadas, sobre em que medida a legalização da Coalizão não colide com os interesses dos sindicatos. “E acreditamos que não há nenhum choque de atuações”, avaliou. A próxima reunião será em março, em data e local a serem anunciados. Na ocasião os sindicatos das indústrias metalúrgicas do Amazonas e do Maranhão oficializarão o seu ingresso na Coalizão. O Encontro discutiu também a co-existência de diversas legislações estaduais ambientais.

Para o Presidente do Simmepe e Diretor adjunto da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, Sebastião Pontes, o objetivo da Coalizão é a convergência de interesses e a complementaridade entre o que uma empresa de um estado pode oferecer e o que uma local não oferta. “Seu objetivo é aproximar os setores metal mecânico do Norte e Nordeste e ampliar a interação entre empresas sindicalizadas para que haja uma maior convergência de interesses e uma ampliação de parcerias”, disse.

A mesma compreensão tem Presidente do Simec (Ceará), Ricard Pereira Silveira, que vê na Coalizão uma associação interestadual, exclusiva do setor metal-mecânico, que atua na defesa de seus interesses para além daqueles que são específicos aos de cada Estado. “Partimos, portanto, da idéia de que a união é fundamental para o fortalecimento do setor nas regiões Norte e Nordeste avaliou. Para o Secretário-executivo da Coalizão, Girley Brasileiro, a associação é uma espécie de acordo de cavalheiros, que tem produzido efeitos relevantes, sobretudo na medida em que está havendo uma grande integração entre as empresas das duas regiões. “A troca de experiências e informações está trazendo um maior dinamismo às empresas”. Se na informalidade os resultados são tão positivos, imagine na oficialização jurídica da Coalizão, o seu potencial de influência em outras instâncias?”, questiona.

Brasileiro lembra que todos os Estados do Nordeste têm recebido uma onda de investimentos e “é preciso correr para inserir o empresário nortista e Nordestino do setor como um fornecedor privilegiado”.