Estaleiro captará fornecedores na Feira Mecânica Nordeste
A instalação do Estaleiro Atlântico Sul no Porto de
Suape estará concluída até o final deste ano
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) estará com estande na Feira Mecânica Nordeste – Fimmepe 2009 com o objetivo de captar fornecedores de produtos e serviços para o empreendimento. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ângelo Bellelis, durante o evento de lançamento da feira realizado no último dia 23 de abril, no Recife. Além da apresentação de Belellis, que falou sobre a estrutura do estaleiro, os participantes também assistiram à palestra do colunista de Economia do Jornal do Commercio, Fernando Castilho, sobre o tema “Crise: Oportunidades e Desafios”.
Segundo o presidente do EAS, a empresa já conta com encomendas de 22 navios o que garante a utilização de 100% de sua capacidade de produção até 2015. Essas embarcações, conforme explicou, necessitam ter pelo menos, 65% de componentes nacionais. “Em razão disso, consideramos importantes contarmos com fornecedores locais. Estamos sempre abertos a realizar novos contatos e a prestar todas as informações que sejam úteis para que as empresas possam se qualificar para atender às nossas demandas”, afirma Bellelis.
Presidente do estaleiro assina
contrato de participação na
Fimmepe 2009
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Ele ressaltou ainda que a Mecânica Nordeste será uma boa oportunidade para as empresas interessadas fazerem contato com o estaleiro. “Estaremos na feira com o nosso pessoal de compras para atender os possíveis fornecedores”, revela.
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que está sendo implantado no Complexo Industrial e Portuário de Suape, estará concluído até o final deste ano. Já em abril de 2010, será entregue o primeiro navio petroleiro Suezmax. Também no próximo ano, serão entregues, no mês de agosto, os módulos do casco da plataforma P-55.
A implantação do projeto tem contribuído para o fortalecimento e a expansão da indústria eletro-metal-mecânica do Nordeste. |
Atualmente, o EAS já conta com mais de 30 fornecedores da região e a tendência é que esse número se mantenha em crescimento. “Inicialmente, implantamos uma estrutura de produção bastante verticalizada, mas depois que o estaleiro estiver em plena atividade nós deveremos reestudar isso a fim de identificar as operações e serviços que poderão ser terceirizados”, afirmou.
“Este é um momento muito importante para a indústria eletro-metalmecânica. Por isso, as empresas da região precisam estar atentas às oportunidades que estão surgindo e buscar a capacitação necessária para não ficar fora do processo de expansão que o setor está experimentando a partir da criação do polo naval”, afirma Sebastião Pontes, presidente do Simmepe.